Abstenção álcool cresce no Brasil em 2025

Sabe aquele churrasco de domingo ou aquela festa de aniversário onde parecia obrigatório ter uma caixa de cerveja gelada em cada canto? Pois é, você deve ter percebido que as coisas estão mudando. Talvez você mesmo tenha recusado uma taça de vinho recentemente, ou tenha um primo que decidiu focar na academia e trocou a bebida por suco. Não é só impressão sua. O Brasil está vivendo um momento diferente.

Olhar para trás e ver como nossa cultura sempre foi ligada ao copo cheio nos faz perceber o tamanho dessa transformação. Por muito tempo, beber era sinônimo de comemorar. Se estava triste, bebia para esquecer. Se estava feliz, bebia para celebrar. Mas, de repente, parece que uma chave virou na cabeça de muita gente.

Estamos em 2025 e os números mostram algo que, há dez anos, parecia impossível: nunca tivemos tantos brasileiros escolhendo não beber. É um movimento silencioso, mas poderoso, que está acontecendo nas mesas de bar, nos jantares de família e, principalmente, na rotina diária. Hoje, vamos conversar como velhos amigos sobre esse fenômeno da abstenção álcool, entender o que está por trás dessa decisão coletiva e como isso afeta a sua saúde e a de quem você ama.

O que realmente significa essa abstenção álcool recorde?

Quando falamos em “abstenção”, a palavra pode parecer um pouco formal ou séria demais, como coisa de médico. Mas, na prática, é algo bem simples: é a escolha de não colocar álcool no corpo. E o mais interessante é que essa escolha está vindo de pessoas de todas as idades, classes e lugares do Brasil.

O que estamos vendo em 2025 é o resultado de uma mudança que vem acontecendo pouco a pouco. As pessoas estão mais atentas ao próprio corpo. Sabe aquela sensação ruim de acordar com dor de cabeça e o dia perdido depois de uma noite de bebedeira? Muita gente cansou disso. A abstenção álcool está se tornando um estilo de vida para quem quer aproveitar o dia seguinte com energia.

Além disso, o bolso também pesa. Com tudo ficando mais caro, gastar dinheiro com algo que pode fazer mal à saúde deixou de ser prioridade para muitas famílias. É uma conta simples: menos gasto com bebida, mais dinheiro para outras coisas e, de quebra, mais saúde.

Os números da abstenção álcool segundo o MINISTÉRIO DA SAÚDE

Para a gente não ficar só no “eu acho”, vamos olhar para os fatos. O MINISTÉRIO DA SAÚDE (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) é uma organização que estuda isso a fundo. Eles analisam pesquisas enormes, como as feitas pelo Ipsos-Ipec, para entender o que o brasileiro está fazendo.

Os dados mais recentes mostram que uma parcela gigante da população declarou não beber nada. Estamos falando de mais de 70% dos brasileiros. Isso mesmo! A cada 10 pessoas que você conhece, cerca de 7 dizem que não consumiram álcool nos últimos tempos ou que nunca bebem. Esse é um número muito alto e mostra que a abstenção álcool não é moda passageira, é uma realidade.

Esse cenário nos faz pensar: será que a gente supervalorizava a bebida? Parece que a maioria das pessoas encontrou outras formas de se divertir e relaxar que não envolvem o copo na mão.

Os jovens e a nova cara da abstenção álcool

Jovens dançando felizes em festa caseira com mocktails nas mãos, mostrando diversão na abstenção álcool.
Festa sem álcool: mais energia, menos arrependimento.

Se você tem filhos, sobrinhos ou netos na faixa dos 20 anos, já deve ter notado que eles são diferentes da nossa geração. Antigamente, começar a beber era quase um ritual de passagem para a vida adulta. Hoje, para muitos jovens, ser “cool” ou descolado é estar sóbrio.

Essa geração Z (os nascidos de meados dos anos 90 até 2010) está liderando essa mudança. Eles se preocupam muito com a saúde mental e física. Para eles, a abstenção álcool é uma forma de autocuidado. Eles viram os pais ou tios sofrendo com os excessos e decidiram que não querem o mesmo caminho.

Além disso, a internet tem um papel enorme nisso. Ninguém quer ser filmado passando vergonha numa festa e ver o vídeo viralizar no dia seguinte. A imagem pessoal vale muito hoje em dia. Manter o controle é visto como uma qualidade, e a bebida muitas vezes tira esse controle.

Como a abstenção álcool virou tendência nas redes sociais

Nas redes sociais, pipocam desafios de “ficar sem beber” ou receitas de “mocktails” (drinques sem álcool que são deliciosos e bonitos). Isso ajuda a normalizar a abstenção álcool.

Antes, quem pedia um suco no happy hour era olhado torto, sofria aquela pressão chata: “Ah, só um copinho!”. Hoje, quem não bebe é respeitado e até admirado pela disciplina. A abstenção álcool entre os jovens está criando um ambiente onde ninguém preMINISTÉRIO DA SAÚDE beber para se sentir parte do grupo.

Mas cuidado: quem bebe, está bebendo como?

Aqui a nossa conversa preMINISTÉRIO DA SAÚDE ficar um pouco mais séria. Embora a abstenção álcool esteja em alta e muita gente tenha parado de beber, existe um outro lado dessa moeda que preocupa os especialistas e deve preocupar a gente também.

A pesquisa mostra que, entre aqueles que continuam bebendo, o consumo muitas vezes é abusivo. O que isso significa? Significa que a pessoa não bebe todo dia, mas quando bebe, exagera. É aquele famoso “beber para cair” ou beber muito em pouco tempo, geralmente nos fins de semana.

Isso é perigoso porque dá uma falsa sensação de segurança. A pessoa pensa: “Ah, eu não sou alcoólatra, eu só bebo de sábado”. Mas se nesse sábado ela toma muitas doses de uma vez, o corpo sofre um choque. Esse comportamento, chamado de “binge drinking” em inglês (ou beber pesado episódico), é muito agressivo para o organismo.

A abstenção álcool não apaga os riscos do consumo abusivo

Mesmo com a abstenção álcool crescendo no geral, preMINISTÉRIO DA SAÚDEmos ficar de olho nesse grupo que bebe pesado. O fígado, o coração e o cérebro não sabem que é “só fim de semana”. O dano acontece do mesmo jeito.

O álcool em grandes quantidades de uma só vez aumenta o risco de acidentes de trânsito, brigas, quedas e até coma alcoólico. Então, se você faz parte do time que bebe, a palavra mágica é moderação. E se você escolheu a abstenção álcool, saiba que você está se protegendo de todos esses riscos imediatos.

Homens e Mulheres: quem lidera a abstenção álcool?

Historicamente, os homens sempre beberam mais que as mulheres. Era cultural. Homem que é homem bebia, certo? Errado. Essa ideia velha também está caindo por terra, mas os números ainda mostram diferenças.

As mulheres continuam sendo a maioria entre os abstêmios (aqueles que não bebem). Elas tendem a cuidar mais da saúde e a ir mais ao médico, o que ajuda na decisão pela abstenção álcool. Porém, um dado triste tem aparecido: entre as mulheres que bebem, o consumo tem aumentado e se tornado mais perigoso.

Já os homens, apesar de ainda beberem mais, estão começando a aderir mais à abstenção álcool do que no passado. A preocupação com a forma física, o desempenho no trabalho e a saúde sexual tem feito muitos repensarem aquele chopinho diário.

A abstenção álcool como cuidado familiar

Muitas vezes, a decisão de parar de beber vem em casal ou em família. Quando um para, incentiva o outro. A abstenção álcool deixa de ser uma chatice e vira um projeto de vida da casa.

As mulheres muitas vezes puxam essa fila, preocupadas com a segurança e o bem-estar dos filhos e do parceiro. Mas é fundamental que os homens assumam esse protagonismo também. Cuidar de si mesmo é a melhor forma de cuidar da família.

O fantasma da Pandemia e da Covid-19

Não dá para falar de 2025 sem lembrar do que passamos alguns anos atrás. A pandemia de Covid-19 foi um divisor de águas na nossa relação com a bebida.

Lembra como foi? No começo, muita gente bebeu mais por ansiedade, medo e tédio de ficar em casa. Mas, com o passar do tempo e o susto com a fragilidade da vida, muitos caíram na real.

A pandemia nos ensinou que a saúde é nosso bem mais precioso. Quem tinha hábitos ruins e pegou o vírus muitas vezes sofreu mais. Isso deixou uma lição. A abstenção álcool cresceu no pós-pandemia porque as pessoas entenderam que preMINISTÉRIO DA SAÚDEm estar com a imunidade em dia e o corpo forte. O medo de morrer ou de ficar doente fez muita gente largar o copo.

Internações e óbitos: O lado triste que a abstenção álcool evita

Agora vamos tocar num ponto delicado, mas necessário. Por que os médicos insistem tanto na abstenção álcool ou na moderação extrema? Porque o álcool mata e adoece.

Os dados de internações e óbitos relacionados à bebida no Brasil sempre foram altos. Doenças do fígado (como cirrose), problemas no coração, câncer e transtornos mentais estão na lista. Sem falar na mortalidade por causas externas, como acidentes de carro e violência.

Quando vemos a notícia de uma abstenção álcool recorde, devemos comemorar porque isso significa, na prática, menos gente no hospital. Menos famílias chorando a perda de um ente querido por causa de uma batida de carro causada por embriaguez.

O impacto da abstenção álcool no sistema de saúde

Cada pessoa que adere à abstenção álcool é uma vitória para o sistema de saúde. Menos filas, menos gastos com tratamentos complexos.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE alerta que, mesmo com a queda no número de bebedores, as internações por causa do álcool ainda são uma preocupação, justamente por causa daquele consumo abusivo que falamos antes. Mas a tendência de alta na abstenção álcool é uma luz no fim do túnel para diminuir esses números tristes no futuro.

O que é beber moderado x beber abusivo?

A gente fala muito em “moderação”, mas o que é isso? Para quem não quer a abstenção álcool total, entender os limites é vital.

Uma dose padrão é mais ou menos uma lata de cerveja (350ml), uma taça de vinho (100ml) ou uma dose de destilado (40ml).

  • Moderado: Para homens, até duas doses por dia. Para mulheres, até uma dose. E sempre deixando dias sem beber na semana.
  • Abusivo: Beber 4 ou mais doses (mulheres) ou 5 ou mais doses (homens) em uma única ocasião (numa festa, por exemplo).

A abstenção álcool é o nível zero, o mais seguro de todos. Não existe nível “totalmente seguro” para o álcool, pois cada corpo reage de um jeito, e até poucas doses podem aumentar risco de certos cânceres. Mas se você bebe, fique no moderado. Se passou disso, acenda o alerta vermelho.

Benefícios que você sente na pele com a abstenção álcool

Vamos falar de coisa boa? Se você está pensando em entrar para esse time da abstenção álcool, o que você ganha com isso? A lista é grande e os benefícios aparecem rápido.

  1. Sono de bebê: O álcool faz a gente dormir rápido, mas o sono é ruim, picado. Sem beber, você descansa de verdade e acorda novo.
  2. Pele mais bonita: A bebida desidrata. Parar de beber deixa a pele mais viçosa e diminui o inchaço no rosto.
  3. Peso na balança: Bebida tem muita caloria vazia. Cortar o álcool é um dos jeitos mais rápidos de emagrecer e desinchar a barriga.
  4. Humor estável: O álcool mexe com a química do cérebro. Sem ele, a ansiedade diminui e você fica menos irritado.

A abstenção álcool e o seu bolso

Faça a conta. Quanto custa a cerveja do fim de semana? E o vinho do jantar? E o aplicativo de transporte para voltar da balada? No fim do mês, a abstenção álcool pode significar a parcela de um carro, uma viagem ou aquele curso que você queria fazer.

Financeiramente, beber é um hábito caro. Em tempos de economia apertada, a abstenção álcool é uma decisão inteligente para o seu orçamento doméstico.

Como dizer “não” sem perder a amizade?

Muita gente tem medo da abstenção álcool por causa da pressão social. “Ah, vai ficar chato se eu não beber”. Não vai!

Hoje em dia, a abstenção álcool é tão comum que as pessoas nem estranham mais. Se alguém insistir, seja firme e simpático. Diga: “Hoje não, estou num detox”, ou “Estou dirigindo”, ou simplesmente “Hoje estou na água mesmo”.

Você vai perceber que a verdadeira amizade não depende do que tem no seu copo, mas da conversa e da companhia. Seus amigos de verdade vão apoiar sua abstenção álcool e até te admirar por isso.

Um brinde à saúde (com água!)

Duas amigas conversando rindo com chá nas mãos em sala acolhedora, simbolizando benefícios da abstenção álcool.
A verdadeira conexão: conversas que curam mais que qualquer copo.

Chegar a 2025 com esse recorde de abstenção álcool entre os brasileiros é uma notícia maravilhosa. Mostra que estamos amadurecendo, que estamos valorizando a vida e entendendo que a felicidade não vem engarrafada.

Se você já faz parte desse grupo, parabéns! Você está cuidando do seu futuro, evitando internações e servindo de exemplo. Se você ainda bebe, mas está pensando em diminuir, saiba que cada passo conta. Reduzir já traz benefícios.

Pode ser que você descubra uma versão sua muito mais disposta, feliz e saudável. E, no fim das contas, a melhor celebração é estar vivo e bem para curtir cada momento com quem a gente ama. Um brinde à vida!

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1 Comentário

  • Roni Renick

    Agradeço o tempo e o esforço que você dedica ao seu site e às informações detalhadas que oferece. É ótimo encontrar um blog de vez em quando que não seja apenas mais do mesmo. Excelente leitura! Salvei seu site e adicionei seus feeds RSS à minha conta do Google.

Comentários

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Receitas

Refogadinho de legumes

Refogadinho de legumes

Ingredientes (4 porções)

1 cenoura grande
1 abobrinha grande
2 batatas inglesa grande
1 berinjela japonesa grande
2 tomates maduros mas firmes
5 folhas de couve
1 colher (chá) de curry doce
1/2 colher (chá) de canela em pó
1 colher (chá) de alho moído (ou 2 dentes de alhos)
azeite a gosto

Modo de preparo : 30min

1 Descasque apenas a cenoura e corte-a em tirinhas.
2 Coloque para cozinhar em água fervente por 3 minutos.
3 Junte na mesma panela a batata cortada também em tirinhas.
4 Deixe a cenoura e a batata cozinhar por 5 minutos.
5 Corte a abobrinha em rodelinhas no formato do próprio legume.
6 Junte-a na panela com as demais por 3 minutos.
7 Acrescente a berinjela cortada em rodelinhas, deixe por 5 minutos e desligue.
8 Tire os legumes da água e reserve-os.
9 Numa panela grande e, de preferência, antiaderente, coloque azeite a gosto e o alho.
10 Adicione também as folhas de couve cortadas da forma preferir e deixe dourar.
11 Acrescente os legumes cozidos aos poucos (se necessário, coloque um pouco mais de azeite).
12 Coloque o curry doce e mexa delicadamente para envolver todos os legumes com o tempero.
13 Deixe a panela tampada por 3 minutos e acrescente a canela em pó misture delicadamente.
14 Por fim, acrescente os tomates sem sementes cortados à julienne.
15 Tire a panela do fogo e deixe-a tampada por alguns minutos e pronto, é só servir.

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